
“É preciso fazer compreender
à criança que a leitura
é o mais movimentado, o mais variado, o mais
engraçado dos mundos”.
(Alceu Amoroso Lima – O Tristão de Ataíde)
Alceu Amoroso Lima, filho de Manuel José Amoroso Lima e Camila da Silva Amoroso Lima, nasceu na cidade de Petrópolis, Rio de Janeiro, no dia 11 de dezembro de 1893. Estudou no Colégio Pedro II e formou-se em direito pela Faculdade do Rio de Janeiro em 1913.
Como crítico de “O Jornal”
em 1919, adota o pseudônimo Tristão de Ataíde.
Publicou seu primeiro livro em 1922, Afonso Arinos, um estudo
crítico sobre a obra do escritor mineiro. Influenciado
por Jackson de Figueiredo, Alceu converte-se ao catolicismo
em 1928, tornando-se um dos maiores líderes católicos
do país. Na década de 1930 tem uma intensa produção
editorial, publicando livros sobre os mais temas, como economia,
sociologia e política. Nas cinco séries de Estudos
reuniu seus trabalhos de crítica feitos entre 1927 e
1933.
Alceu Amoroso Lima é eleito para a cadeira 40 da Academia Brasileira de Letras em 29 de agosto de 1935. Foi catedrático de literatura brasileira na Faculdade Nacional de Filosofia, um dos fundadores da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e diretor de assuntos culturais da Organização dos Estados Americanos.
Também ministrou cursos sobre civilização brasileira em universidades estrangeiras, inclusive na Sorbonne e nos Estados Unidos. Alceu exerceu uma grande produção jornalística e como articulista destacou-se no combate ao regime militar. O crítico literário, professor, pensador, escritor, líder católico e polígrafo, que publicou dezenas de livros e desenvolveu uma intensa atividade intelectual, morreu em 14 de agosto de 1983.
Dentre as obras, há livros de crítica
literária como O Espírito e o Mundo (1936),
Quadro Sintético da Literatura Brasileira (1936) e Meio
Século de Presença Literária (1969). Dentre
as obras religiosas, figuram produções como De
Pio II a Pio XI (1929), Mensagem de Roma (1950) e Meditação
Sobre o Mundo Interior (1954). Produções como
Preparação à Sociologia (1931), Mitos de
Nosso Tempo (1943) e O Existencialismo (1951) discutem problemas
sociais, e Debates Pedagógicos (1931), Idade, Sexo e
Tempo (1938) e Revolução, Reação
ou Reforma (1964) são livros da área de psicologia
e pedagogia.
|
|||||||||||||||